abobrinhas

“Adultecência”

É sempre o mesmo papo sobre a adolescência. “Ai, aborrecência”, “Ai que fase difícil”, “Ai que, ai que, ai que…”…
Falando por mim… claro!
Gente, parem com isso. Adolescência é a descoberta da descoberta, desconstruir, (re)ver, ver de novo, não acreditar, não ir, se jogar, pular, ficar, teimar. Sei sim dos problemas “desta fase” com tantas emoções diárias, mas, eu queria falar do que eu batizei de ADULTECÊNCIA. Ah sim, agora sim, no meu ponto de vista, papo sério e fase delicada na vida.
Como conviver, como lidar, como entender sair da adolescência, fase esta que, pra mim, parece que você “segura no frais” (quem lembra?), ou que você é quase um “café com leite”, onde são inúmeras as oportunidades de errar, errar, errar de novo (só pra garantir), tentar, acertar, ACHAR que acertou, mas, no final das contas, tá tudo certo, é muita risada, é muito sono, é muita disposição pra tudo, coragem; pra PULAR pra esta fase ADULTA…
… Onde tudo fica um pouco mais opaco, mais sério, mais real, com maaaais riscos, onde se necessita de doses cavalares de coragem e disposição (que, até pouco tempo atrás, poderíamos ‘dar ou vender’). Mas não. O tempo passa, o tempo voa. E, de repente, a preocupação é mais rotina do que a diversão, o medo do futuro, o medo de errar, o medo de não tentar, o medo de tentar (também), o medo, o medo, o medo, o medo…
E quando você se percebe, não se reconhece, se admira no espelho… você se dá conta: cheguei na adultecência, tá explicado esse monte de cabelo branco. Fase que eu tanto almejei aos 15 anos, era o máximo imaginar dirigir, trabalhar, ter meu dinheiro, alugar meu apartamento, dormir a hora que eu quisesse, sair com os amigos sem dar as satisfações pra mamuxca, nossa, só de imaginar, era delírio de emoções! Aí pronto. Cheguei. E aí?
E a saudade da casa da mãe, do colo da mãe, do conforto daquela casa rodeada de cuidados, amor, cheiro, que te aconchegava e balançava no berço do conforto. E como faz pra aprender a lidar com o stress do dia do aluguel, do freezer que esvazia, da comida que não tá pronta se você não cozinha, da roupa que não “se lava” sozinha se você não joga na máquina, do banheiro que não se limpa sozinho, do despertador que só toca uma vez e você tem que levantar porque não tem mamy pra bater na porta e dizer “filha, levanta”. E como mamuxa me alertava sobre “torcer para o tempo passar devagar”.
A fase adulta, acho que é a parte da vida que você nunca se acostuma. Que o tempo passa, mas ela não. Acho que é a última. Porque, vai,… “ah, vamos ficar velhos…” Mas, né, a velhice vem depois dessa fase (e faz todo sentido). Mas, duvido, que as crises e preocupações não sejam as mesmas. É sim, e tudo com mais ruga, mais lentidão (ou não). Mas acho que até lá estarei eu um pouco mais calejada, com o maxilar mais firme feito um lutador de boxe.
No momento tô tentado, tô treinando, mas tá doendo, dá desespero, e, já dizia Cazuza, ‘o tempo não para’ pra eu entender tudo e continuar. Tá tudo correndo, rápido demais, e olhar pra trás traz saudades que incendeiam o coração.
Aos 28 anos, e percebendo meu lugar.
Adolescência, eu te amo, que saudades. Deixa comigo só um pouquinho daquela coragem toda, daquele tesão todo de viver. Só um pouquinho.
Tenho me esforçado! Prometo, mas a fadiga aumentou hehehehe…!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s