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dor no domingo.

Hoje é domingo.
O dia da preguiça, o dia de acordar tarde, o dia de trocar o café da manhã pelo almoço e a janta pelo café da tarde. O dia de visitar a família, se juntar, se amassar no sofá, fazer muita louça da comilança toda, ficar de pijama ou ficar de cara limpa (nada de maguiagem nas olheiras ou cílios). No domingo a gente volta aos hábitos simples e preguiçosos, cheios de amor, puros. Sem ‘marras’.
Acordei no domingo, e como a maioria, chequei meu telefone celular. De repente o Facebook me mostra o domingo com os sentimentos mais tristes e pesados que invadiram todo o domingo sem pedir licença pra ninguém. Minha amiga, que mora no meu coração, sua família amada demais, todos, precisaram viver um domingo triste, revoltante, frio. Porque se eu pudesse, minha amiga, eu também apagaria este domingo para que ele não acontecesse nunca. Porque se eu pudesse estaria com vocês, ao lado de vocês, porque eu precisava muito te dar um abraço.
Emerson, marido da minha amiga, começou cedo o domingo dele, saiu disposto para praticar exercício, disposto para viver. Joinville… Estrada Dona Francisca…
ciclista… domingo… pedal… ar livre… natureza. Veículo, acidente, álcool. Difícil demais ler a matéria desta tragédia. Atravessou o caminho do Emerson um ser humano irresponsável, alcoolizado, imprudente. Logo cedo no domingo que ensaiava começar, estes caminhos se esbarraram violentamente.
Casados, felizes, se reecontraram na vida, numa história linda de amor e união. Emerson e Edna deixaram para seus amigos das redes sociais memórias de suas fotos
compartilhadas sempre felizes, desfrutando a vida, sorrindo, brilhando como o amor nos faz brilhar.
Estou longe dos meus amigos, no momento, vivo na América do Norte. E em quase dois anos fora de casa, perdi de vivenciar muitos momentos com as pessoas que eu amo.
Todos os momentos. Neste domingo, aqui do outro lado, sinto sua dor, Edna, e desejava muito estar aí com você.
Desde que saí do Brasil percebo a maneira com que a bebida alcoólica é tratada por aqui. Tanto no Canadá quando aqui nos Estados Unidos. Uma das leis mais rígidas
e “populares” na boca do povo. Todos sabem o que acontece com você se a polícia parar seu carro. Se você causar um acidente alcoolizado. Se você beber NA RUA.
Em ambos os países, a bebida alcoólica só é vendida até às 2 horas da madrugada. Em qualquer lugar. Quem quiser beber além disso, terá que tomar em casa.
O Canadá ainda é mais rígido com o álcool: você só compra em dois comércios autorizados pelo governo. E no domingo a venda termina às 5 horas da tarde. Fora isso,
os bares que vendem.
Quando você chega pra viver em lugares com leis tão diferentes do país que você vive, a primeira reação é de estranhamento e rejeição com essas novas normas. De
ridicularizá-los e taxá-los como exagerados que “não sabem curtir a vida”. Você xinga, pergunta com raiva pro garçom por quê ele não vende mais bebida depois da 1h30 da manhã (o conhecido “Last Call” – última chance de comprar algo do bar), esbraveja um orgulho bizarro de seu próprio país, exaltando uma liberdade dada aos que
não conseguem lidar com ela, causadora de tanta tragédia na vida.
O tempo passou, muito aconteceu, muito eu vivi e vi. As coisas se modificam em nós e nesse mundo a nossa volta. Este é meu blog atualizado raramente. E com meus
sentimentos. Só isso. Não estou aqui querendo dizer o que tanto brasileiro fala (tanto aqui fora, quanto no Brasil)… que o Brasil é uma grande merda e que aqui estamos no paraíso. Não! Mas é inevitável compararmos nossas realidades, leis, hábitos, culturas. E hoje percebo esta restrição como uma atitude, que antes considerava arbitrária e etc., como parte do processo de se manter o mínimo de segurança no trânsito. Para vocês terem uma noção, ser pego aqui no Estados Unidos embriagado, dirigindo, resulta numa grande multa, em 12h de prisão e mais um monte de custos e históricos no seu nome, que pode lhe trazer problemas na hora de abrir um seguro para carro e até mesmo na hora de conseguir um trabalho. E aí vem o bônus: você fica proibido de entrar no Canadá por 10 anos.
DEZ ANOS. Eu preciso entender que países considerados de primeiro mundo, veem certos fatores da vida em sociedade como de risco e que precisam sim ser vigiados e
controlados. Eu entendi que isso realmente é muito sério, e que eu queria muito que meu país priorizasse as pessoas, a segurança.
Quando eu vejo o meu país achando que tá tudo normal, que as pessoas bebem nos bares até o amanhecer, dirigem sem medo, destroem corações de tantas famílias e as leis
não mudam. Simplesmente não mudam. É totalmente desanimador.
Sentimento de muita revolta, domingo triste, e só Deus pra sustentar essa família depois dessa tragédia.
Eu continuo sonhando com o dia em que meu país vai acordar, vai ser sério, menos sujo.
Vergonha e medo. Muito medo. Isso acontece a todo momento, com qualquer um. E a vida continua, quando deveria era mudar os hábitos e leis do meu país, que tanto sinto falta.

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abobrinhas, curtindo o canadá, intercâmbio em toronto

See you, Canada

Foi 1 ano e 2 meses de Toronto, Canadá. O plano era ficar mais, mas a neve sufocou. O frio ressecou tudo, até a coragem de fechar os quase dois anos sonhados por lá. Teve dia de -39°C.
O Canadá é para os fortes. Bem como a neve, o frio e o subemprego. E acho que fraquejei. Foi lá que iniciei a vida de casada, paguei contas nunca recebidas (como aluguel, seguro de carro), comprei carro, com esse inglês mequetrefe bati em portas a procura de trabalho, disse sim, disse não (ambas respostas, sempre com medo), fiquei doente e tive que fazer minha própria sopa, lavar as roupas, limpar casa, me relacionar com vizinhos (que foram todos ótimos!), aprender a me localizar com gps (mentira, ainda to aprendendendo rs), enfim. Mil e uma experiências novas todos os dias…
Do Canadá eu queria levar toda a segurança que nos cercava… levar toda a harmonia que está por todo o lado, numa cidade em que metade da população é imigrante, num lugar em que se vê de todo tipo de gente e suas culturas, tudo muito rico e acolhedor. Do Canadá quero esquecer os trabalhos pesados e monótonos e agradecer a Deus que tenho escolha. Do Canadá quero sempre lembrar o quanto Julio e eu nos tornamos mais fortes, unidos e corajosos! O Canadá será sempre um orgulho dentro de nós. Saudades dos amigos que deixamos. Saudades da Tim Hortons, dos frangos fritos com barbecue e do poutine. Obrigada pelo respeito, Canadá. Principalmente com todas nós, mulheres. Obrigada pela paciência e educação. Eu queria viver o Canadá, e consegui. Passou voando, mas teve o tempo que deveria ter em minha vida. See you, Canada.♡

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abobrinhas

Aos 3 anos: flerte com salto

Quando menina-criança, nada era mais fascinante do que o barulho do salto alto. Talvez porque, justamente, este modelo de calçado não existia na minha sapateira. Talvez. “No meeeu tempo”, não era assim popular calçados infantis com salto e com o barulho que eu amava ouvir quando alguém estava usando. Mas, suspeito que mesmo se existisse, mainha não compraria de jeito algum! “Criança tem que se vestir como criança”, mamy diria.
Lembro que certo dia, mamy apareceu com um calçado doado pra mim! (“Doado vale”, mamy deve ter pensado). Levemente usado, mimosinho, rosa “nude”… e adivinhem? Com um pequeno salto! Mas, quero ressaltar que não era o tamanho do salto que me interessava… (menina experta rs)… me interessava a potência e timbre de seu ruído!
Na época vivíamos em uma casa toda de madeira. Ahh, a madeira!! A melhor base, perfeita para harmonizar a dupla salto + pléqui pléqui pléqui.
Eu ficava atenta: cada base (chão, quero dizer), dava um som diferente pra mim. Mas, eu já tinha declarado meu amor ao “chão de madeira”, suave e macio, extraía o mais puro barulho dos saltos, e me dava a sensação que até hoje não sei descrever. Não sei.
Voltando ao dia em que recebi o presentinho de mamy, calcei-o imediatamente com a ansiedade de  saber se “era meu número” e qual som sairia quando eu caminhasse na passarela da minha casa de madeira! Ahh, meu primeiro sapatinho de salto (nem era tão grande assim, o salto), mas aos meus olhos, naquele chão de madeira, eram meus 15 centímetros. Muito poder.
Pois bem, creio que logo não me serviu mais 😦  não tenho mais lembranças dele.
Mas tratamos de registrar aquele momento e eternizá-lo nesta fotografia. Tamanha foi minha excitação!
Foi assim meu flerte com salto, que terminou logo, logo.
Pra hoje, sobrou a irritação desses calçados chatos, barulhentos, normalmente adquiridos e usados com frequência pelos “vizinhos de cima”; desconfortáveis e dando conta apenas do “tamanho”, o que menos importa.

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abobrinhas

Pitangas

Coitadinho do meu “mal-nascido” blog.
Vou tentar reanimá-lo e escrever pelo celular pela primeira vez uma postagem. Desde que abandonei este singelo blog, muitas coisas aconteceram ao redor, e em mim. Periga as ideias se confundirem e eu redigir um texto desconexo, acontece. Tento raciocinar por “temas”. Mas meu cérebro teima em fazer as mais variadas ligações entre todos os possíveis “temas”. De modo que tais ligações autoexpliquem, como mágica, os conflitos e conclusões entre eles.
Meu grande amigo insiste na veracidade cruel da crise dos 30 anos. Relata experiências que acompanhou de terceiros, ele segue tranquilo quanto a esta “preocupação”: falta um pouco pra ele ainda. Diante de mim, tentando me explicar pra mim mesma, agarrei nessa possibilidade como salvadora do meu sono tranquilo. “Sim, Camilla, falta 1 ano e meio pros 30, e tem algo se remexendo aqui dentro… morrendo ou nascendo!”. SÓ PODE! Me pego com tantas memórias, nostalgias, melancolias… tá tudo interligado de alguma maneira, né, então, calcule!
Neste momento, piro quando desejo ir embora, mas também quero ficar. Quero falar inglês, e como tá difícil, também quero desistir. Quero retomar minha profissão, mas também quero rodar o mundo. Quero morar no agito, mas tenho sonhado com batatas no quintal de casa, vaca leiteira e o canto dos passarinhos.
Repito muito pra tantas pessoas que “não dá pra ter tudo nessa vida”. Mas acho que tá na hora de eu repetir brutalmente isto na frente do espelho!
E como é difícil escolher, como é difícil abrir mão, como é difícil desistir e persistir. Total admiração aos corajosos desistentes e persistentes.
Ainda não sei de que lado estou… quem sabe aos 31 anos tudo se encaixe…

abobrinhas

“Adultecência”

É sempre o mesmo papo sobre a adolescência. “Ai, aborrecência”, “Ai que fase difícil”, “Ai que, ai que, ai que…”…
Falando por mim… claro!
Gente, parem com isso. Adolescência é a descoberta da descoberta, desconstruir, (re)ver, ver de novo, não acreditar, não ir, se jogar, pular, ficar, teimar. Sei sim dos problemas “desta fase” com tantas emoções diárias, mas, eu queria falar do que eu batizei de ADULTECÊNCIA. Ah sim, agora sim, no meu ponto de vista, papo sério e fase delicada na vida.
Como conviver, como lidar, como entender sair da adolescência, fase esta que, pra mim, parece que você “segura no frais” (quem lembra?), ou que você é quase um “café com leite”, onde são inúmeras as oportunidades de errar, errar, errar de novo (só pra garantir), tentar, acertar, ACHAR que acertou, mas, no final das contas, tá tudo certo, é muita risada, é muito sono, é muita disposição pra tudo, coragem; pra PULAR pra esta fase ADULTA…
… Onde tudo fica um pouco mais opaco, mais sério, mais real, com maaaais riscos, onde se necessita de doses cavalares de coragem e disposição (que, até pouco tempo atrás, poderíamos ‘dar ou vender’). Mas não. O tempo passa, o tempo voa. E, de repente, a preocupação é mais rotina do que a diversão, o medo do futuro, o medo de errar, o medo de não tentar, o medo de tentar (também), o medo, o medo, o medo, o medo…
E quando você se percebe, não se reconhece, se admira no espelho… você se dá conta: cheguei na adultecência, tá explicado esse monte de cabelo branco. Fase que eu tanto almejei aos 15 anos, era o máximo imaginar dirigir, trabalhar, ter meu dinheiro, alugar meu apartamento, dormir a hora que eu quisesse, sair com os amigos sem dar as satisfações pra mamuxca, nossa, só de imaginar, era delírio de emoções! Aí pronto. Cheguei. E aí?
E a saudade da casa da mãe, do colo da mãe, do conforto daquela casa rodeada de cuidados, amor, cheiro, que te aconchegava e balançava no berço do conforto. E como faz pra aprender a lidar com o stress do dia do aluguel, do freezer que esvazia, da comida que não tá pronta se você não cozinha, da roupa que não “se lava” sozinha se você não joga na máquina, do banheiro que não se limpa sozinho, do despertador que só toca uma vez e você tem que levantar porque não tem mamy pra bater na porta e dizer “filha, levanta”. E como mamuxa me alertava sobre “torcer para o tempo passar devagar”.
A fase adulta, acho que é a parte da vida que você nunca se acostuma. Que o tempo passa, mas ela não. Acho que é a última. Porque, vai,… “ah, vamos ficar velhos…” Mas, né, a velhice vem depois dessa fase (e faz todo sentido). Mas, duvido, que as crises e preocupações não sejam as mesmas. É sim, e tudo com mais ruga, mais lentidão (ou não). Mas acho que até lá estarei eu um pouco mais calejada, com o maxilar mais firme feito um lutador de boxe.
No momento tô tentado, tô treinando, mas tá doendo, dá desespero, e, já dizia Cazuza, ‘o tempo não para’ pra eu entender tudo e continuar. Tá tudo correndo, rápido demais, e olhar pra trás traz saudades que incendeiam o coração.
Aos 28 anos, e percebendo meu lugar.
Adolescência, eu te amo, que saudades. Deixa comigo só um pouquinho daquela coragem toda, daquele tesão todo de viver. Só um pouquinho.
Tenho me esforçado! Prometo, mas a fadiga aumentou hehehehe…!

intercâmbio em toronto

Sobre o que me faz feliz

Tô eu aqui, no Canadá, e quando paro para reflexões interiores comigo mesma rsrsrs… gente, tanta coisa descobri, tanta coisa se mostrou ruim ou boa por aqui, muito, muito mudou quando eu olho para o mundo, para a minha vida. Me alertaram que sim, este seria apenas um dos processos de estar fora do país e, principalmente, fora da sua zona de conforto.
Eu faço parte daquele grupo que faz intercâmbio e luta muito, muito, para conseguir ter uma vida com passeios, turismo, e o mínimo de consumo (me refiro a dinheiro mesmo). Eu e Julinho não somos de família ryca, não recebemos dinheiro do Brasil e não temos vida de brasileiro que se dedica inteiramente aos estudos e goza o resto do tempo. Pois bem… parte das descobertas está no quanto eu amo e desejo retomar minha profissão de jornalista no Brasil. Quando eu vim pra cá, estava eu trabalhando na minha área, ganhando a miséria do nosso piso estadual (Santa Catarina), e numa empresa com poucos investimentos em estrutura e equipe qualificada – investimentos fundamentais para a colheita de bons frutos na comunicação, principalmente, no que diz respeito a pautas relevantes e bem apuradas, e responsabilidade no que se diz na televisão. É claro que eu gostava do que fazia, apesar de que era no esporte, e não sei se quero trabalhar com esporte novamente… mas o que SEI, e vamos focar nisso, porque de NÃO SEI’S estou cheia, é que amo minha profissão, minhas possibilidade com ela, e eu “dentro dela”. Me encho de orgulhosinho bobo quando ao responder qual minha profissão no Brasil, aqui o povo gringo acha que faz todo sentido por conta dos meus óculos de grau (aquele estereótipo de novela…), mas deixa, acho bonitinho. : }
Temo ao mesmo tempo retornar para minha cidade e não ter espaço no mercado de trabalho, porque acompanho e tenho notícias de que tudo está reduzindo, equipes enxutas e tudo o mais. Dá medinho sim. Fora os recém-formados que vejo desempregado… enfim… Ser jornalista não é fácil e nenhum lugar no mundo… isso eu sei. Aqui a remuneração também não é das melhores, já ouvi falar. Ôhhh sina.
E depois disso também percebi que não adianta ter um poder de consumo tão superior ao Brasil, poder ter carros aqui tão facilmente, juros baixíssimos no cartão de crédito (12% ANO ANO!), ter salários semanalmente, mil coisas para fazer no verão, toda a segurança pelas ruas, preocupações a menos… (comparando ao Brasil)… SE, SEUS AMIGOS, sua família, sua mãe, seus irmãos, sua vida, sua história não estão aqui. Gente do céu, parece bobagem, “forçação” de barra… mas é sério… Pra mim nada disso interessa, sem este povo todo ao meu lado. Sem o almoço do domingo com a família, com aquele cardápio de sempre e sempre delicioso, sem a briga com os irmãos por bobagens, sem as cervejinhas para distrair a rotina (e ser rotina) nas quartas com os amigos, sem os cafés da tarde com a mamy… sem o cheiro da minha casa, o sabor do nosso café, o abraço dos amigos…
Hoje completam nove meses nesta Toronto de meu Deus. NOVE MESES! So-bre-vi-ven-te, como diria o VO (grupo de rap joinvilense)… e, lá com uns… quatro meses fora do berço, e era Natal e tudo o mais… eu concluí que o que me faz feliz é isso: as pessoas que me amam, ser amada e amar sem medo. O resto é resto.
E então, comecei sim a me condenar por estar aqui, tão loonge do que me faz feliz, por que? Pra que? Ok, aceitei que estamos aqui porque queremos, e temos data para retornar (maio de 2016) – isso se eu não surtar e voltar antes… – medo de mais um inverno… que isso aqui é uma fase (boa ou ruim) e que já colhemos bons frutos sim, aprendemos demais, todo dia é um aprendizado.
Então, confesso, que tenho sonhado muito com o dia em que for fazer minha malas e retornar para meu lar doce lar. Confesso, confesso. E é nessa esperança, desse dia maravilhoso, que sigo por aqui, e que busco forças e fé em Deus para continuar, mesmo perdendo dias junto com minha família, meus amigos… mesmo sabendo que não pude me despedir da minha amada tia que faleceu mês passado e reforçou dentro de mim todos esses desejos…
O Canadá trouxe muito amor pro meu coração, pra minha vida, por meio de muito choro, raiva, tristeza. A gente sempre levanta, continua, sorri! Assim como minha tia maravilhosa, que nunca desistiu, nunca.
É isso, e é por essas e outras que volto para meu país, que tem tudo de mim. Em breve.
É como aquela frase de Tom Jobim… “viver no exterior é bom, mas é uma merda. Viver no Brasil é uma merda, mas é bom”.
Sem mais.

curtindo o canadá

Vem, sem medo, segunda-feira!

Que essa semana seja maravilhosa!
Ai, quero muito falar sobre o quanto eu me diverti neste final de semana. Eu e Julio ❤
No sábado acordamos cedo, temíamos pelo tempo ruim que os aplicativos apontavam, mas arriscamos e deu tudo certo! Às 10h40 iniciamos a caminhada de 10km no Zoológico de Toronto… levamos muitos lanchinhos (porque a comida lá é super cara, tipo 8 dólares a fatia da pizza.pizza), frutas, bebidas (mas não adiantou, esquentou rápido!), e o melhor de tudo: NOSSAS HAVAIANAS! Exceto se você tem um tênis velhinho e confortável, mas, no calor de 30 graus que estava (e queimei as costas d’um jeito!!) era a melhor opção.
O estacionamento custa 12 dólares, é enorme. E a entrada pra nós foi 28 dólares pra cada. Um mapinha fácil de entender na mão (do Julio rs) e olhos atentos! Muito verde, muita brisa fresca da natureza, famílias, crianças, e os animaizinhos fofos!
Nossas paixões foram os ursos: polar, panda e pardo! Os leões, tigre! Aves lindas, nossa! Muitos animais, lindos, saudáveis. Os funcionários super educados e com aquela cara de “trabalho no melhor lugar do mundo”. Tem cadeiras para deficientes, bebês e idosos (para alugar). Adoramos a estrutura do lugar e eu queria voltar pra ficar babando nos ursos! O panda super simpático e exibido, o pardo (em casal) interagiu, comeu, e se banhou na piscina. O polar não saiu da água, tinha repetidos movimentos apaixonantes! Coloquei no instagram ele nadando! Vontade de amassar!
Prefiro acreditar que o zoológico procura e consegue manter viva as espécies selvagens e tão destruídas pelo ser humano.
E no domingo conhecemos a Destilaria (Distillery District)… outro lugar apaixonante em Toronto, um clima maravilhoso, quase 30 graus, muitos bares, restaurantes e docerias, sem contar a beleza das flores e principalmente as tulipas! Espalhadas por tudo na cidade! Lá comemos um dos melhores poutines até agora (somos viciados nele!rs), fritas com peixe e um chopp gelado!
Ao final do domingo, compramos bolas e brincamos no parque em frente a nossa casa, basquete e volei! =)
Um final de semana relax, de paz e amor! E de sempre saudade dos amigos, família e Brasil. Afinal de contas, foi Dia das Mães, e o que mais queríamos eram as nossas ao nosso lado! Mas, com certeza, foram lembradas sempre a cada passo, a cada loja e comida!
E agora a semana pode começar!

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