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Dia da(s) minha Mãe(s)

Escrever precisa ser um hábito, né, pra você não ficar numa mesmice ou até mesmo desinteressante (ao leitor) e etc. – dizem. Mas meu negócio mesmo é atender uma necessidade totalmente pessoal de me expressar neste dia, Dia das Mães, o tamanho da felicidade que sinto no meu coraçãozinho carregado de amor, saudade e orgulho. 
Tem gente que sabe, que conhece, o poder da mãe que eu tenho. O poder da minha mãe de amar sem medidas, de lutar, de sorrir, de sempre dar a mão pra quem estiver ao lado – mesmo que você não peça. Mamy tem uma estrelinha bem forte que brilha, brilha, ilumina e aquece. 
Mas o que faz este Dia das Mães diferente, o que faz meu desejo de escrever mais intenso é que mamy recebeu neste ano o presente mais lindo de todos! Eu também recebi. Mas eu que espere, porque o momento é de minha mãe. Mãe de três, quarto, oito, mãe de mãe, de tio, de primo. Mãezona que, embora eu esteja longe, posso saber exatamente o quanto aquele coração enorme conseguiu parar e bater forte ao mesmo tempo no momento em que recebeu a notícia do ano. A notícia de que nossa família vai crescer. Porque ninguém mais esperava tanto por este momento e é merecedora de toda esta felicidade paralisante e cheia de amor como minha mãe.
Minha mãe, choro de felicidade, de amor, porque receber esta notícia, ver minha família feliz me faz feliz. Este baby não perde por esperar a vó mais cuidadosa e amorosa deste mundo que nascerá no mesmo dia que ele. – mentira, esta vó já nasceu, né, mamy!
Eu sigo na minha distância, que só multiplica meu amor. Obrigada, meu Deus! Há quanto tempo não sentia uma felicidade tão forte!
Obrigada, meu irmao, o melhor presente deste mundo que você poderia nos anunciar! Eu não tenho nenhuma dúvida de que seremos uma família com muito amor e união, que este baby terá os pais mais companheiros, que minha mãe sentirá, mais uma vez, o poder do amor dentro do coração, a força da vida, a bênção de Deus em nosso lar, e peço que Deus coloque em mim e me ensine a ser tia como as tias que tive. E as que tenho.
Que eu possa sempre abrir as portas da minha casa para você, baby, que você ame minha comida e goste de dormir comigo, e que a gente converse e ria bem alto e eu deixarei você dormir sem tomar banho e de manhã te acordo depois das 10h, você me ajuda no supermercado e eu te busco na escola.
Eu to apaixonada. To brega, toda chorona, ansiosa e feliz. Dá pra ser ansioso e feliz, ufa.
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dor no domingo.

Hoje é domingo.
O dia da preguiça, o dia de acordar tarde, o dia de trocar o café da manhã pelo almoço e a janta pelo café da tarde. O dia de visitar a família, se juntar, se amassar no sofá, fazer muita louça da comilança toda, ficar de pijama ou ficar de cara limpa (nada de maguiagem nas olheiras ou cílios). No domingo a gente volta aos hábitos simples e preguiçosos, cheios de amor, puros. Sem ‘marras’.
Acordei no domingo, e como a maioria, chequei meu telefone celular. De repente o Facebook me mostra o domingo com os sentimentos mais tristes e pesados que invadiram todo o domingo sem pedir licença pra ninguém. Minha amiga, que mora no meu coração, sua família amada demais, todos, precisaram viver um domingo triste, revoltante, frio. Porque se eu pudesse, minha amiga, eu também apagaria este domingo para que ele não acontecesse nunca. Porque se eu pudesse estaria com vocês, ao lado de vocês, porque eu precisava muito te dar um abraço.
Emerson, marido da minha amiga, começou cedo o domingo dele, saiu disposto para praticar exercício, disposto para viver. Joinville… Estrada Dona Francisca…
ciclista… domingo… pedal… ar livre… natureza. Veículo, acidente, álcool. Difícil demais ler a matéria desta tragédia. Atravessou o caminho do Emerson um ser humano irresponsável, alcoolizado, imprudente. Logo cedo no domingo que ensaiava começar, estes caminhos se esbarraram violentamente.
Casados, felizes, se reecontraram na vida, numa história linda de amor e união. Emerson e Edna deixaram para seus amigos das redes sociais memórias de suas fotos
compartilhadas sempre felizes, desfrutando a vida, sorrindo, brilhando como o amor nos faz brilhar.
Estou longe dos meus amigos, no momento, vivo na América do Norte. E em quase dois anos fora de casa, perdi de vivenciar muitos momentos com as pessoas que eu amo.
Todos os momentos. Neste domingo, aqui do outro lado, sinto sua dor, Edna, e desejava muito estar aí com você.
Desde que saí do Brasil percebo a maneira com que a bebida alcoólica é tratada por aqui. Tanto no Canadá quando aqui nos Estados Unidos. Uma das leis mais rígidas
e “populares” na boca do povo. Todos sabem o que acontece com você se a polícia parar seu carro. Se você causar um acidente alcoolizado. Se você beber NA RUA.
Em ambos os países, a bebida alcoólica só é vendida até às 2 horas da madrugada. Em qualquer lugar. Quem quiser beber além disso, terá que tomar em casa.
O Canadá ainda é mais rígido com o álcool: você só compra em dois comércios autorizados pelo governo. E no domingo a venda termina às 5 horas da tarde. Fora isso,
os bares que vendem.
Quando você chega pra viver em lugares com leis tão diferentes do país que você vive, a primeira reação é de estranhamento e rejeição com essas novas normas. De
ridicularizá-los e taxá-los como exagerados que “não sabem curtir a vida”. Você xinga, pergunta com raiva pro garçom por quê ele não vende mais bebida depois da 1h30 da manhã (o conhecido “Last Call” – última chance de comprar algo do bar), esbraveja um orgulho bizarro de seu próprio país, exaltando uma liberdade dada aos que
não conseguem lidar com ela, causadora de tanta tragédia na vida.
O tempo passou, muito aconteceu, muito eu vivi e vi. As coisas se modificam em nós e nesse mundo a nossa volta. Este é meu blog atualizado raramente. E com meus
sentimentos. Só isso. Não estou aqui querendo dizer o que tanto brasileiro fala (tanto aqui fora, quanto no Brasil)… que o Brasil é uma grande merda e que aqui estamos no paraíso. Não! Mas é inevitável compararmos nossas realidades, leis, hábitos, culturas. E hoje percebo esta restrição como uma atitude, que antes considerava arbitrária e etc., como parte do processo de se manter o mínimo de segurança no trânsito. Para vocês terem uma noção, ser pego aqui no Estados Unidos embriagado, dirigindo, resulta numa grande multa, em 12h de prisão e mais um monte de custos e históricos no seu nome, que pode lhe trazer problemas na hora de abrir um seguro para carro e até mesmo na hora de conseguir um trabalho. E aí vem o bônus: você fica proibido de entrar no Canadá por 10 anos.
DEZ ANOS. Eu preciso entender que países considerados de primeiro mundo, veem certos fatores da vida em sociedade como de risco e que precisam sim ser vigiados e
controlados. Eu entendi que isso realmente é muito sério, e que eu queria muito que meu país priorizasse as pessoas, a segurança.
Quando eu vejo o meu país achando que tá tudo normal, que as pessoas bebem nos bares até o amanhecer, dirigem sem medo, destroem corações de tantas famílias e as leis
não mudam. Simplesmente não mudam. É totalmente desanimador.
Sentimento de muita revolta, domingo triste, e só Deus pra sustentar essa família depois dessa tragédia.
Eu continuo sonhando com o dia em que meu país vai acordar, vai ser sério, menos sujo.
Vergonha e medo. Muito medo. Isso acontece a todo momento, com qualquer um. E a vida continua, quando deveria era mudar os hábitos e leis do meu país, que tanto sinto falta.